sexta-feira, 2 de julho de 2010

Fragmentos da vida

Nada melhor do que expressar sobre a vida pra começar esse blog. Acredito que a vida seja eterna. Quando era pequena, me questionava sobre ela. E na maioria das vezes não achava respostas. Ficava confusa e irritada. Sempre gostei de entender as coisas, o porquê disso e daquilo, enfim, a palavra certa seria "curiosa". Mas só fui ter essas respostas mais tarde, depois do falecimento de uma tia muito querida. Ela me mostrou o outro lado da vida e de certa forma me introduziu ao espiritualismo. A forma como ela enfrentou e viveu os seus últimos dias, me deixou ainda mais admirada por ela. Ficava me perguntando de onde tirava tanta força. Foi ai que soube que ela era espirita e assim comecei a me interessar sobre o assunto. Comecei lendo livros de psicografia e depois me aprofundei. Hoje me considero em aprendizagem sobre o espiritismo. Tem pessoas que falam que é religião, outras já falam que é uma doutrina, mas seja la como for, foi a luz que eu precisava. Acho que o que importa não é de qual religião você pertence, e sim o quanto você respeita e ama ao seu próximo.


Vida me faz lembrar fragmentos, pedaços de um todo. Sou tão "vidrada" nisso (rsrs), que acabei fazendo um trabalho na faculdade sobre o assunto, e achei um texto muito bacana, que tem tudo a ver com o que penso.


*Texto de abertura do espetáculo Fragmentos - outubro/2007 - Rio Claro-SP


"A vida é feita de fragmentos…pedaços de existência, de lembranças, de gestos, de sins e nãos, de começos e fins. Cada história pessoal é a história da humanidade inteira contada a partir de um ponto de vista. Experiências plurais vividas de maneira singular, única, particular.

E a mecânica da vida se repete. A constância dos movimentos constrói a rotina. No tic-tac do relógio, a espera pelo que já foi ontem e será amanhã e no outro dia e no outro e no outro, se repetindo…e de novo, outra vez…

A inconsciência do gesto constrói a redoma que aprisiona o pensamento, o questionamento, a dúvida, a reflexão. E o cotidiano se enche de tédio. Onde está a alegria? Onde está? Onde está o gozo, o prazer, em meio a essa agonia que é viver?

A vida é só nascimento e morte? Viver é inflar os pulmões e contrair os músculos? Ou é mais que isso?

Viver, na verdade, é tirar a vida para dançar. É perguntar, é descobrir, é ser. E cada questão é um passo para a consciência de quem sou eu. Mas quem eu sou se, ao me olhar, encontro medo e trauma?

É preciso nascer. Abandonar o conforto do últero para se lançar na escuridão que a luz provoca. Respirar, vencer a asfixia do pensamento. Deixar soprar vento novo em minhas entranhas. Fazer explodir em vida o meu morrer de cada dia.

Ainda que não queiram ver, sou o que sou. Virá à tona a verdade que manipulam e tentam esconder…ainda que não queiram ver. Serão cegos sozinhos, pois que minha história, em fragmentos, se reagrupa na memória do que sou. A linha do tempo, que perpassa meus sentidos, costura os retalhos da minha existência, corrige as fendas da minha vida. Sim, sou eu, posso me reconhecer nessa criança, que a passos lentos se aproxima de si mesmo.

Como num quebra-cabeças, vou juntando peças, reunindo detalhes de mim mesmo, perdendo-me e encontrando-me no mural de fotos das minhas lembranças. E nessa dança, passado e presente se encontram, se abraçam, se contorcem em movimentos cálidos.


E tudo faz sentido quando o sentido não sou eu, quando o barro se rende e aquilo que sou vira vaso nas mãos do Oleiro. Quando o artesão da vida vai tecendo, fio a fio, a história humana, descubro que cada fragmento faz parte da mesma obra e que a minha vida também é parte da sua."

Autor: Alexandre Santos - Jornalista


Texto bacana ne?

Espero que tenham gostado...

Muita Luz a todos!!!

2 comentários:

  1. Amiga, amei o texto que abriu seu desfile... vc só pecou por não colocar o nome do autor, ou será que eu cometi uma gafe e não o vi em meio ao seu post?!

    Muito lindo o texto, tanto que vou copiá-lo e colocar no meu blog, assim que conseguir terminá-lo... tinha me esquecido o quão árdua é a tarefa de se criar algo, ainda mais algo que tenha sua cara, seu jeito, sua essência...

    Bom, se achar o nome do autor, me diz, ok?!
    Não gosto de postar nada sem as devidas referências... sabe como é né?! "mau de advogada" - direitos autorais. rsrsrs*

    Beijos e adorei, J.

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  2. Oi amiga, nao cometeu gafe nenhuma. Eu que esqueci de colocar o autor mesmo(que cabeça heim?! rs).
    Obrigada por ter visto e me chamado a atençao.rs
    Agora ja pode copia-lo com o nome do autor, pois ja arrumei. E estamos ai pra compartilhar mesmo!
    Bjuss

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